HISTORIA DO ATLÉTICO MINEIRO
O inicio:
Em 1894, o estudante Charles Müller chegava da Europa com uma grande
novidade para os brasileiros. Essa novidade era o então desconhecido
futebol.
Como
tudo que é novidade no Brasil é restrito às
elites, com futebol não foi diferente.
Mas,
elite no começo
do século XX no Brasil, não significava apenas ser uma
pessoa abonada, também significava ser branco!
Portanto,
aos pobres e pretos (aqui também se incluem os mestiços) o futebol
era um esporte proibido!
Podemos
dizer que o futebol daquela época é como
o Tênis e o Golfe são hoje em dia.
Além disso, uma
bola de futebol custava uma fortuna na época e por serem muito
caras, as crianças também não tinham vez no esporte
bretão.
Em Belo
Horizonte, o futebol só chegou apenas uma década
depois com o carioca Vitor Serpa, um estudante de direito que na Suíça
aprendera a apreciar o esporte bretão.
Serpa
que fazia traduções
de peças de teatro inglesas e francesas percebeu que o futebol
poderia ser um bom passa-tempo em uma cidade tão cheia de estudantes
e espaços desocupados.
No dia 10
de junho de 1904, Serpa e alguns companheiros da academia e do teatro,
fundaram
o SPORT CLUB FOOT-BALL.
O
SPORT a primeira associação
desportiva de MINAS GERAIS tinha seu campo na rua Sapucaí (onde
hoje se encontra os escritórios da CIA FERROVIÁRIA CENTRAL
DO BRASIL).
O
primeiro jogo ocorrido na capital mineira foi no dia 3 de outubro de
1904, quando os dois times do próprio SPORT se enfrentaram.
Um liderado pelo próprio Vitor Serpa e o outro capitaneado por
Oscar Americano.
A
partida terminou com o placar de 2X1 para a equipe de Serpa.
A partida
provocou um grande interesse na pequena população
de Belo Horizonte e logo, duas novas equipes se formaram, O Plínio
F. C. e o Club Atlhetico Mineiro( que não era o GALO).
E
foram essas quatro equipes que disputaram o primeiro torneio de futebol
da
Nova Capital mineira.
Entretanto,
as chuvas de novembro que estragaram o único campo de futebol da cidade e a chegada da temporada de
férias escolares impediram que o primeiro torneio chegasse ao
fim.
Até mesmo Vitor Serpa saiu da cidade para as festas de fim
de ano, indo para sua cidade natal, o Rio de Janeiro.
No
começo
de 1905, ainda no período de férias escolares, Vitor Serpa
morre prematuramente no Rio de Janeiro .
No ano seguinte,
com a volta da temporada de aulas, novas equipes surgiram: VISERPA
F. C. (em homenagem a VITOR SERPA),BRASIL F. C., JUVENIL F. C.
e ESTRADA F. C.
O
ATHLETICO, passou a se chamar ATHLETICO MINEIRO FOOTBALL CLUBE.
Sendo
que, o BRASIL e O VISERPA, logo desapareceram com a chegada
das férias de julho.
Isso
porque o futebol só “pegava” mesmo
em época de aulas, nas férias o futebol era trocado pelos
passeios no Parque Municipal(se chamava na época de "footing",
onde os jovens iam com intuito de paquerar) e as pescarias no rio Arrudas.
A única equipe que mantinha uma organização mínima
era o então poderoso SPORT.
Em 1908
o futebol já não era aquela coqueluche que era
em 1904, fato que desagradava alguns garotos que mesmo pequenos já tinham
paixão pelo esporte.
Assim
esse grupo de garotos,liderados por Margival Mendes Leal, Mário Toledo, Raul Fracarolli e Augusto
Soares, resolveu tomar uma atitude para mudar este quadro.
Uma
atitude que mudou para sempre suas vidas e também as nossas vidas!!!
Assim,
na ensolarada tarde de 25 de março de 1908, 19 garotos com idade
entre 10 e 15 anos mataram aula (era para ser 22, mas 3 não faltaram às
aulas) e se reuniram no coreto do Parque Municipal Américo René Gianett
para fundar uma nova equipe de futebol.o Atlético
Mineiro Football Club.
Participaram
do Célebre encontro no coreto: Margival Mendes
Leal, Sinval Moreira, Mário Neves, Raul e Hugo Fracolli, Mário
Lott, Carlos Maciel, Eurico Catão, João Barbosa Sobrinho,
Aleixanor Alves Pereira, Antunes Filho, Mário Toledo, José Soares
Alves, , Augusto Soares, Humberto Moreira, Júlio Menezes Melo
e Benjamim Moss Filho. Os outros 3 que não compareceram, mas que
desde o início apoiaram a idéia são: Francisco Monteiro,
Jorge Dias Pena e Mauro Brochado.
Primeiros Tempos:
O clube foi fundado e o dinheiro não dava para comprar uma bola (caríssimas
na época).
Assim,
a primeira atitude foi arrecadação de
fundos para a compra da pelota.
Como
o dinheiro não deu para uma bola
nova os garotos acabaram comprando uma usada.
Durante
esse processo, novas pessoas foram se juntando nas fileiras no novo
clube.
Inclusive
uma senhora, a costureira chamada Alice Neves que dava palpites nas
cores e no escudo
do clube tecia os uniformes e formou a primeira torcida feminina
de futebol no
Brasil.
Ela
convidou filhas de suas amigas e vizinhas e colocou-as a trabalhar,
como se fossem funcionárias do Atlético, confeccionando os
primeiros uniformes.
Para
dona Alice, ficou a tarefa de bordar a primeira bandeira alvinegra.
Com a bola
nas mãos a diretoria (composta por: Margival Mendes,
presidente; Mário Lott, secretário; e Eurico Catão,
tesoureiro) delegou a tarefa de treinar a equipe a Chico Neto.
O
time tinha como base os seguintes jogadores: na defesa Eurico Catão,
Mauro e Leônidas; no meio-campo Raul Fracarolli, Mário Toledo
e Hugo Fracarolli; e no ataque Francisco Monteiro, Mário Lott,
Margival, Horácio e Benjamin Moss.
O
primeiro coletivo aconteceu no terreno onde é hoje a sede da Prefeitura de Belo Horizonte,
verdes contra brancos e o empate sem gols foi o resultado final.
Com o número de interessados crescendo a cada dia, a diretoria
do GALO tratou de formar uma infra-estrutura mínima.
Ganhou
um terreno da prefeitura de Belo Horizonte para construção
de seu campo e sede que ficava na rua Guajajaras, entre São Paulo
e Curitiba.
Mesmo
com o solo irregular e a acanhada trave (o Travessão
superior era uma corda esticada) o campo foi inaugurado.
Mas
esse endereço
durou pouco, isso porque, logo roubaram as traves dos gols e a diretoria
do GALO resolveu mudar para um lugar mais seguro.
O
Segundo endereço
também não durou muito, foi no terreno onde é hoje
o Minas Centro, que logo foi requisitado pelo governo do Estado de Minas
para construir o prédio da Secretaria da Saúde.
Sem
muitas opções o Atlético mudou-se para o antigo campo do
SPORT, na avenida Paraná(onde hoje se encontra a Secretaria da
Agricultura) em 1911.
Em 1912, no antigo campo do Sport na Praça Rui Barbosa(Rodoviária)
o Atlético recebeu a equipe do Villa Nova.
As
duas equipes protagonizaram a primeira partida de Futebol intermunicipal
que se tem notícia em Minas
Gerais.
Naquele
dia (14/12/1912) foram realizados partidas entre os dois quadros das
duas Associações, no que foi conhecido com FESTIVAL BUENO
BRANDÃO.
Nesse
encontro, o Atlético venceu as duas partidas do
primeiro e segundo quadro pelos placares de 5X1 e 4X0 respectivamente.
Em 1913,
em Assembléia-geral convocada para a noite do dia 25
de março que os sócios e diretores do Atlético Mineiro
Futebol Clube decidiram mudar seu nome para Clube Atlético Mineiro.
E
com a nova denominação o Atlético venceu o primeiro
torneio da cidade de Belo Horizonte, a COPA BUENO BRANDÃO em
1914 percursora do Campeonato da Cidade de Belo Horizonte, mais tarde
Campeonato
Mineiro, que começou a ser disputado em 1915 tendo o Altético
novamente campeão.
Essas vitórias tornaram o alvinegro um clube simpático,
popular e livre de qualquer tipo de preconceito, do qual podiam fazer
parte: brancos, negros, índios, portugueses, italianos, Sírios,
Libaneses, ricos, pobres, estudantes, operários e etc.
O
Atlético
firmava-se como time do povo, ao contrário de outros, como o América,
por exemplo, que tinha um bom time de futebol, mas não permitia
o ingresso de qualquer um: apenas estudantes ou ricos.
O
Yale, por sua vez, era o clube preferido dos italianos (quase todos
funcionários
de empresas Itálo-Brasileiras como a fábrica de tecidos
Renascença, Casa Ranieri, Casa Falci e Indústiras Vilma
Alimentos), que não gostavam de se misturar.
Outro
clube que não
permitia grande mistura era o Sirio Horizontino, da Colôna Siria-Libanesa
de BH.
Quem
não pertencia a alta classe social ou fosse de alguma
colônia estrangeira era considerado massa.
E
foi essa massa que o Clube Atlético Mineiro abraçou e abriu as portas, em
sua modesta Sede uma pensão que funcionava na Ruia Guajajaras
número 317.
Quem
quisesse ser atleticano tinha apenas que se declarar para ser festejado,
não importando se fosse rico ou pobre, branco
ou preto.
Essa simpatia
aumentou ainda mais, quando o GALO passou a encarar as partidas da
Liga Mineira
de futebol e sua própria organização
interna com mais seriedade.
O
Resultado disso foi o título mineiro
conquistado em 1926, o ponto da virada Atleticana quando pela primeira
vez o Time da MASSA montou uma grande equipe e derrotou os aristocratas
do América Futebol Clube com um time fantástico, que tinha
em suas linhas Jairo, Said e Mario de Castro.
Com
Said, Jairo e Mário de Castro, o Galo venceu
ainda os campeonatos de 1927 e 1931. Este último ainda deu ao
clube uma glória individual única. Foi o primeiro atleta
chamado à seleção brasileira em atuação
por um clube fora do eixo Rio-São Paulo. Para aumentar ainda mais
sua identificação com a torcida (que já era grande à época),
recusou o convite, por só querer vestir a camisa atleticana.
As arquibancadas
foram ao delírio. Elas eram, e são, aliás,
um capítulo à parte na história da agremiação.
Ao contrário do padrão em tempos de profissionalização
do futebol, o Galo procurava não ser elitista. Tentava sempre
agradar a todas as classes sociais e, por isso, ficou famoso por ser
o time do povo em Minas Gerais.
Para a consolidação dessa posição ser completa,
bastavam os títulos, que chegaram. Só na década
de 1930 foram cinco (1931, 1932, 1936, 1938 e 1939), com Kafunga e Guará no
comando da equipe. Além disso, venceu um dos primeiros torneios
nacionais que já existiu. Foi a Copa dos Campeões do Brasil,
em 1937, que reuniu os vencedores de Estaduais em Minas Gerais, Rio de
Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.
Com o América em crise, com jejum de títulos, e o Cruzeiro
começando a crescer, o Atlético era o maior time de Minas
Gerais já no início da década de 40.
Naquele
período, venceu mais seis Estaduais (1941, 1942, 1946,
1947, 1949 e 1950), contra três do Cruzeiro (1943 a 1945) e apenas
um do América (1948). Os ídolos eram vários. Lero,
Tião e Nívio garantiam as alegrias.
O auge veio
em 1950. Consolidado como potência, foi à Europa
para o Torneio de Inverno da Alemanha, que incluía Munich 1860,
Hamburgo e Werder Bremen. Com vitória em terras germânicas
e triunfos contra times de França, Luxemburgo, Áustria
e Bélgica, o Atlético voltou como “Campeão
do Gelo”, em referência ao clima sob o qual as partidas foram
disputadas. A “taça” simbólica está presente
no hino da agremiação.
Na seqüência, de volta ao território nacional, o Galo
foi pentacampeão mineiro, entre 1952 e 1956, com Tomazinho, Ubaldo
e Vavá na equipe. O Atlético, absoluto no Estado até então,
começava a ver o rival Cruzeiro crescer em termos de conquistas.
Muito se fala sobre o crescimento celeste a partir de 1965, quando foi
inaugurado o Mineirão.
Antes disso,
porém, o futebol nas Alterosas já era equilibrado.
Mais precisamente desde 1958, quando o Estadual deixou de ser conhecido
como Campeonato da Cidade passando a Campeonato Mineiro. Dali até 1965
foram três conquistas de cada lado, e um tri para a Raposa. Afirmava-se,
então, uma poderosa rivalidade, que hoje é uma das maiores
do país.
Na década de 1960, enquanto o Cruzeiro montava o melhor time
de sua história, o Atlético aguardava o momento certo para
dar o bote. Com Dadá Maravilha, Grapete e Humberto Ramos no elenco,
o Galo conseguiu uma façanha em 1969, ao bater a seleção
brasileira que viria a ser campeã mundial no ano seguinte, com
Pelé, Tostão, Gérson, Rivellino e Jairzinho em campo,
em um amistoso por 2 a 1, com gols de Amauri de Dadá.
Era o prenúncio do que viria logo a seguir. Em 1971, no primeiro
Campeonato Brasileiro organizado no país com esse nome, o Atlético
sagrou-se vencedor, ao bater São Paulo e Botafogo em um triangular
final, com Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros da história
do clube, como principal expoente.
Há quem diga, porém, que esse não foi o principal
acontecimento alvinegro em 1971. É lógico que esse é um
exagero, mas a subida de Reinaldo aos profissionais deve ser relembrada
com carinho. O maior jogador que já vestiu a camisa alvinegra
começou naquela temporada sua trajetória vitoriosa.
Ao longo
dos anos 70, faria parte da montagem de um time preparado para vencer,
que quase
conquistaria novamente o Brasil em 1977. Depois de
uma campanha quase impecável, invicta, o Galo de João Leite,
Luizinho e Toninho Cerezo perderia a final do Nacional nos pênaltis
para um guerreiro São Paulo.
Era apenas
a primeira das decepções. Em 1980, o Atlético-MG,
com Éder somado ao time de 1977, foi à decisão contra
o Flamengo, de Zico, Júnior, Adílio, Andrade, Leandro e
Nunes. Depois de vencer no Mineirão por 1 a 0, o Galo foi ao Rio
de Janeiro e perdeu por 3 a 2, ficando mais uma vez com o vice.
Como consolação, o domínio estadual. Na sua época
de ouro, o Alvinegro venceu o Mineiro seis vezes seguidas, entre 1978
e 1983. Também subiu ao lugar mais alto do pódio em 1985,
1986, 1988 e 1989, mesmo com o time de glórias já em decadência.
Além do domínio regional, o Galo também conseguia
bons resultados no Brasileirão, apesar de não vencer.
Na década de 90, as coisas começariam a mudar. Principalmente
por causa do crescimento do Cruzeiro, que conseguiu a façanha
de passar 15 anos vencendo pelo menos um título por ano. O Atlético,
então, ficou por baixo. Venceu apenas três Estaduais (1991,
1995 e 1999), e se destacou nacionalmente em poucas oportunidades. Uma
delas foi em 1999, quando, com Guilherme e Marques formando a dupla de
ataque, foi à final do Nacional, perdendo para o poderoso Corinthians,
que sagrava-se bi.
Se não dava alegrias à torcida no fim do século
20, não seria diferente no 21. Os anos 2000 até o momento
não são nada bons para o Galo. Sempre com equipes medianas,
brigou ainda menos por títulos com a implantação
dos pontos corridos em 2003. Pior que isso, fez más campanhas
em 2004 e 2005 e acabou sendo rebaixado no último ano.
O fundo
do poço parece ter balançado o torcedor. Com uma
campanha segura em campo e muita força nas arquibancadas, o Atlético
subiu em 2006 ameaçando voltar aos seus tempos de glória.
A manutenção da diretoria que caiu com a equipe, porém,
não deixou que nada mudasse de verdade. Assim, o Alvinegro não
fez muito em 2007. Viu o Cruzeiro ir à Libertadores e apenas brigou
por Sul-Americana. Como consolo, triunfou no Mineiro com um 4 a 0 no
primeiro jogo da final, que abalou as estruturas celestes à época.
Mascote
A mascote
do Atlético-MG é o galo, que, assim como os
símbolos de outros clubes mineiros, partiu de Fernando “Mangabeira”.
Em 1945, o chargista criou a ligação por causa de um animal
muito conhecida em rinhas na década anterior, que brigava muito
e sempre vencia. Por ver o Alvinegro em campo da mesma forma, imortalizou
a ave.
Ídolos, títulos e artilharia
Ligado ao povo e às camadas inferiores da população
ao longo de sua história, o Atlético-MG é um dos
maiores clubes do Brasil, com grandes resultados em Campeonatos Brasileiros
e um recorde de títulos mineiros. Para alcançar todos esses
feitos, contou com várias gerações.
A primeira
delas foi no fim da década de 20, quando o Galo quebrou
o domínio do América (que buscava seu 11º título
estadual consecutivo) e foi bicampeão mineiro (1926 e 1927). Naquele
momento, o Alvinegro mostrava ao mundo o “Trio Maldito”,
formado por Said, Jário e Mário de Castro, que, juntos,
marcaram 467 gols.
Mário de Castro, inclusive, está na história da
seleção brasileira por ter sido o primeiro atleta fora
do eixo Rio-São Paulo a ser convocado. Por não querer vestir
outra camisa que não a do Atlético, recusou o convite.
De 1926 a 1931, foi o maior jogador do clube e de Minas, tendo marcado
195 gols no período.
O craque
passou a coroa ao sair. Pouco depois de sua aposentadoria, Guará apareceu no clube. Em seis anos, marcou impressionantes
168 gols e foi campeão mineiro em 1936, 1938, 1939 e 1941. O “Perigo
Louro”, como era conhecido, teve de abandonar a carreira de forma
precoce. Em 1939, chocou-se de cabeça com Caieira, do então
Palestra Itália. Depois de 23 dias em coma, chegou a retornar
aos gramados, mas não suportou as dores e se aposentou no começo
dos anos 40.
Mais uma
vez, o posto de ídolo da torcida ficaria vago por pouco
tempo. Grande expoente do Galo dominante da década de 1940, que
conquistou seis dos dez títulos em disputa, Lucas Miranda disputou
179 jogos e balançou as redes adversárias em 152 oportunidades.
Sua maior
glória, ao lado de nomes como Nívio e Ubaldo,
foi o título de “Campeão do Gelo”, de 1950,
quando o Atlético, em excursão à Europa, venceu
equipes da Alemanha, França, Bélgica, Áustria e
Luxemburgo.
O declínio daquela geração, porém, acendeu
o rival Cruzeiro. Recuperado de graves crises financeiras e animado com
a inauguração do Mineirão, o time celeste dominou
o Estado na década de 60. Com o melhor time de sua história,
ofuscou o Galo, que se preparava para o seu momento de ouro.
O primeiro
veio logo em 1971. Grapete, Humberto Ramos e, principalmente, Dadá Maravilha (artilheiro com 15 gols) levaram o Atlético à conquista
do primeiro Campeonato Brasileiro, disputado naquele ano. Campeão
após um triangular final contra Botafogo e São Paulo, o
Galo conseguia uma glória inédita em Minas Gerais.
Dadá, um dos personagens mais folclóricos do futebol brasileiro,
famoso pelas frases de efeito e pela capacidade de fazer gols mesmo sem
muita qualidade técnica, passou pelo seu auge no Alvinegro. Foi
artilheiro do Mineiro em quatro oportunidades e do Nacional em duas,
todas pelo Galo. Isso faz dele, atualmente, o segundo maior artilheiro
da história do clube, com 211 gols.
Dario, seu
nome de batismo, só não foi o maior atacante
do clube por causa de Reinaldo. Um dos grandes centroavantes do futebol
nacional, está na lista dos craques que não conseguiram
converter sua técnica em títulos, pelo menos em nível
nacional. Isso porque o Estadual ele venceu oito vezes (1976, de 1978
a 1983 e 1985).
E se não conseguiu mais não foi por falta de companheiros
de qualidade. Em toda sua trajetória no clube, teve ao lado nomes
de seleção como João Leite, Luisinho, Toninho Cerezo
e Éder Aleixo. Fora o último, todos estavam na campanha
do Brasileiro de 1977, uma das melhores de todos os tempos. Invicto e
dominante, o Galo perdeu a final nos pênaltis para o São
Paulo, inferior tecnicamente.
Reinaldo,
artilheiro da competição com 28 gols, não
esteve em campo naquele dia. Suspenso, assim como Serginho, o melhor
do Tricolor, foi usado pela diretoria em um jogo de cenas, no qual as
cúpulas dos dois times ameaçaram colocar os atletas em
campo, mesmo sob pena de multa. No fim, ambos ficaram fora e o Atlético
acabou derrotado.
Três anos depois, aquela geração passaria por mais
um fracasso. Mais uma vez na final, agora contra o Flamengo, o Galo não
resistiu ao talentoso time carioca, e, depois de vencer em Minas por
1 a 0, perdeu no Rio por 3 a 2. Como a vantagem era rubro-negra, o título
mais uma vez não foi para a parte alvinegra de Minas Gerais.
Assim seria
até o fim dos anos 80. Esporadicamente entre os melhores,
mas nunca no topo, o Atlético viveria poucos momentos ruins. Um
deles foi a despedida de Reinaldo. Castigado por seguidas lesões,
ele abandonou o esporte na metade da década.
Nos anos
90, os atleticanos tiveram poucos motivos para sorrir. O grande momento
foi o fim da década, quando Marques e Guilherme formaram
a dupla de ataque. Juntos, eles levaram o clube à final do Brasileiro
de 1999, mais uma vez perdida, desta vez para o Corinthians. Os dois
se destacaram, porém, pelo número de gols marcados pelo
clube.
Guilherme
fez 139 e é o sétimo maior goleador da história.
Já Marques balançou as redes em 125 oportunidades até o
início da temporada 2008 e é o décimo.
Artilharia
O maior
artilheiro da história do Atlético-MG é o
atacante Reinaldo, que defendeu o clube de 1971 a 1985, e balançou
as redes adversárias em 255 oportunidades no período.
Principais
títulos
Campeonato Mineiro
1915 1926 1927 1931
1932 1936 1938 1939
1941 1942 1946 1947
1949 1950 1952 1953
1954 1955 1956 1958
1962 1963 1970 1976
1978 1979 1980 1981
1982 1983 1985 1986
1988 1989 1991 1995
1999 2000 2007
Campeonato Brasileiro
1971
Copa Conmebol
1992 1997
fonte: http://esporte.hsw.uol.com.br/atletico-mg.htm
;
http://webgalo.comze.com/