CARLOS ALBERTO TORRES, ex-lateral direito do Fluminense, Santos, Botafogo,
Flamengo, Cosmos e Seleção Brasileira.

Carlos Alberto Torres, nasceu no dia 17 de Julho de 1944 na cidade do
Rio de Janeiro- RJ.
Carlos Alberto
Torres no Flamengo em 1977, seu último Clube Brasileiro como jogador.
Começou sua carreira de lateral direito sendo
revelado
pelo Fluminense, o habilidoso Torres
ganhou no metier futebolístico respeito e projeção
em um curtíssimo espaço de tempo.
À direita Carlos Alberto Torres quando esteve em Cornélio Procópio em
2009.

Fluminense 64: Carlos Alberto Torres. Altair. Oldair. Procópio. Castilho e Nonô.
Agachados:Santana (massagista). Edinho. Denilson. Amoroso. Joaquinzinho e Mateus
Foto=
ftt-futeboldetodosostempos.blogspot.com

Outra do Fluminense de 1964:
Carlos Alberto Torres, Procópio, Altair, Castilho, Oldair e Nonô.
Agachados: Pai Santana, Amoroso, Ubiraci, Evaldo, Joaquinzinho e Edinho.
Foto= terceirotempo.ig.com.br




Ficou
mundialmente conhecido depois de capitanear a Seleção
Brasileira de Futebol tricampeã mundial
de 1970.


E seu apelido
no meio futebolístico é Capita, como também gosta de ser chamado.

Depois
de pendurar as chuteiras, Torres se tornou treinador de futebol.
A elegância unida a clarevidente técnica e personalidade
fizeram com que no ano de 1964, com apenas vinte anos de idade, Carlos
Alberto Torres conquistasse o seu primeiro título de Campeão
Carioca.

Mais do
que o título máximo do futebol carioca,
Torres chamaria para si as atenções e assim, já no
ano seguinte, era figura carimbada nas convocações da Seleção
Brasileira.

Do Fluminense
ainda em 1966, quando tinha 22 anos saiu das Laranjeiras transferindo-se
para a Vila Belmiro, onde se tornou definitivamente parceiro
do rei do futebol Pelé.

À direita Marcelo Dieguez e o amigo Carlos Alberto Torres em 2002 no
Estacionamento da Gávea, quando o Capita era Técnico do Flamengo.
Aqui
Carlos Alberto Torres e o amigo Marcelo Dieguez em 2009 durante
um jantar em Cornélio Procópio.
Aquela teria
sido na época a maior transação financeira acontecida no futebol Brasileiro
até então, como disse Torres a Marcelo Dieguez.

Pelo Santos
sagrou-se pentacampeão
paulista e formou um dos mais brilhantes times já vistos.


Foram,
aliás, as excelentes atuações pelo alvinegro praiano
que credenciaram Torres a disputar a única e inesquecível
Copa do Mundo da sua carreira.






Aqui durante o jantar em Cornélio Carlos Alberto escreve seu autógrafo
para o amigo Marcelo Dieguez na agenda de autógrafos que Marcelo registra
todos amigos entrevistados.
Estas fotos saíram também no site www.playvision.com.br de Cornélio
Procópio

No ano de
1970, o ex jogador entrou para a história como o eterno
capitão da Seleção Brasileira.
Naquela
Copa disputada no México, Torres entrou não apenas com
sua habilidade, mas também com muita raça e disposição,
foi ali que aliás, todas suas qualidades puderam ser confirmadas.

A memorável
participação do Capitão
do Tri rompe a barreira das belíssimas jogadas e se une por
exemplo, á cena
do duríssimo jogo contra a Inglaterra, em que Carlos Alberto
abandonou a posição só para dar uma entrada
forte no ponta inglês Francis Lee, que tinha chutado o rosto
de Félix.

A copa de
1970 ainda sagraria Carlos Alberto Torres definitivamente depois do último gol da campanha brasileira, fruto de um passe
de Pelé, e que fechou os 4 a 1 contra a Itália na final.

Logo após, o jogado teria a honra de levantar a Taça
Jules Rimet conquistada em definitivo.
Durante
a entrevista concedida ao amigo Marcelo Dieguez na cidade de Cornélio
Procópio no Paraná, Torres respondeu justamente à pergunta sobre a
criação do beijo na Taça Jules Rimet: "Realmente Marcelo, fui eu quem
criei aquele gesto do beijar a Taça, pois Belini e Mauro já haviam
levantado a Taça em 1958 e em 1962, mas por puro instinto da emoção
que estava sentindo naquele momento de ganhar aquele título com aquele
timaço que é lembrado até hoje e juntando com aquele gol que fiz no
final do jogo que beijei a Taça Jules Rimet, demonstrando tudo o que
sentíamos naquele momento memorável e histórico. E justamente ninguém
pode tirar isto de mim, fui eu que criei o ato de beijar a Taça".


Aqui Carlos Alberto Torres, Marcelo Dieguez e Amin, o Prefeito de Cornélio
Procópio em 2009.

Após
a memorável Copa do Mundo, o Capitão voltou
ao Santos, mas logo após se transferiu para o Botafogo.


No entanto,
a passagem apagada fez com que o Capitão voltasse ao time da Cidade
de Santos e ficasse até o ano de 1974.





Em 1974
voltaria mais uma vez para o Rio de Janeiro, desta vez, para defender
novamente o Fluminense.

Na segunda
passagem pelo clube que o revelou, Carlos Alberto conquistou o Bicampeonato
Carioca de 1975 e 1976, além disso, foi semi-finalista
dos campeonatos brasileiros destas mesmas temporadas.




Em 1977
Carlos Alberto Torres aceitou o desafio de jogar pelo Mais Querido
do Brasil.

Aqui o Flamengo de 1977, onde vemos:
Em
pé= Cantarelli, Toninho, Rondineli, Carlos Alberto Torres, Vanderlei
Luxemburgo e Merica.
Agachados=
Osni, Carpegiani, Luisinho Lemos, Zico e Luís Paulo.
Este foi o jogo do dia 07/05/1977 , onde terminou FLA 3 X 0 GOYTACAZ
pelo Campeonato Carioca, os gols foram feitos por Zico (2) e Luisinho.
Foto= revista Placar com as 50 maiores formações do Flamengo.
Esta
foi a foto que Marcelo Dieguez mostrou ao Capita durante a entrevista.
Migrou
do arqui-rival Fluminense para a Gávea com pompas
de estrela e fez sua estréia contra o fraco Portela, ocasião
em que o Flamengo ganhou por sete tentos a zero.
Contudo,
o jogador que já tinha aproximadamente 33 anos participou apenas
do primeiro turno do Campeonato Carioca, pois recebeu uma bela proposta
para ir jogar nos Estados Unidos, e após consultar a diretoria do Flamengo
e com o aval do Presidente do Clube foi para o Cosmos.

No Flamengo
foram apenas vinte partidas e nenhum gol
marcado, mas Torres deixou sua marca na história do Clube por ter
tido o prazer de jogar ao lado de Zico, Júnior, Wanderlei Luxemburgo,
Paulo César Carpegiani, Cantareli, Toninho Baiano, Manguito, Rondineli,
etc.
E durante
a entrevista concedida a Marcelo Dieguez, viu das mãos de Marcelo a
Revista Placar dos 50 maiores times do Flamengo em que aparece Carlos
Alberto ao lado destas feras que citei, e ele ficou muito feliz em
ver novamente aquela foto, pois contou que já havia visto aquela revista.
Ao sair
do Flamengo, Torres foi jogar nos EUA, ao lado de Pelé,
pelo New York Cosmos.

Depois
ainda jogaria pelo também norte-americano
California Surf, mas terminaria a carreira mesmo vestindo a camisa
do Cosmos, no ano de 1982, com 38 anos de idade.

Após terminar
a carreira no Cosmos, e em um jogo que ele decidira junto à Diretoria
do Clube.
Disse que
queria um jogo contra o Flamengo, por ser o último Clube do Brasil
que ele jogara e para fechar com chave de ouro sua história como jogador.

Depois de
pendurar as chuteiras, o Capita continuou morando em Nova York curtindo
a vida que levava, pois tinha
muito prestígio
tudo
pela
Conquista
do
Tri-Mundial pela Seleção em 1970, e recebia sempre alguma verba
para ir a lugares e ser visto pois é um eterno ídolo mundial.
Então ainda
continuava muito bem lá e por isso fiocu lá ainda até 1983.
Histórico
como jogador de futebol:
1964 Fluminense
1965-1970 Santos
1971 Botafogo
1972-1974 Santos
1975-1976 Fluminense
1977 Flamengo
1977 Fluminense
1977-1980 New York Cosmos
1981 Califórnia Surf
1982 New York Cosmos
1964-1970 Seleção Brasileira
Títulos
Pela Seleção Brasileira
• Copa do Mundo: 1970
Fluminense
• Vice-Campeão
Carioca de 1963
•Campeonato
Carioca: 1964, 1976
Santos
•Campeonato
Paulista: 1965, 1967, 1968, 1969, 1973
•
Taça Brasil: 1965
•
Torneio Rio-São Paulo: 1966
• Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1968
New York Cosmos
•Campeonato
Norte-Americano: 1978, 1980, 1982

Como treinador
Ao pendurar as chuteiras, Carlos Alberto Torres
se utilizou da fama de comandante que tinha e através de uma proposta
do Presidente do Flamengo que foi visitá-lo em Nova York, ele decidiu
explorar a profissão
de treinador de futebol.
Mesmo assim,
como tinha uma Escolinha de futebol junto ao Cosmos, foi consultar
a Diretoria do Clube que disse a ele prontamente, que deveria aceitar
e inclusive por ser o Flamengo e por ser o último Clube do Brasil que
ele havia jogado.
Sua estréia
frente ao Flamengo foi no ano de 1983.
O Mengão
comandado por Zico havia se consolidado Bicampeão Brasileiro
e além disso, dois
anos antes, tinha faturado a Taça Libertadores e o Mundial
de Clubes, mas ao contrário do que pode-se imaginar, não
vivia um bom momento no Campeonato Brasileiro.
Torres chegou á Gávea com a função de substituir
Carlinhos, que por sua vez, havia entrado interinamente no lugar do treinador
Campeão Mundial Paulo César Carpegiani e sobretudo, de
comandar uma verdadeira arrancada á frente do Fla.
Depois
que o Capitão do Tri assumiu o time, bastaram apenas de mais dez partidas
para que o Mais Querido do Brasil se sagrasse tricampeão brasileiro
derrotando o Santos e se firmasse como a maior força futebolística
brasileiro de então.


Contudo,
mais tarde, a traumática
eliminação da Taça Libertadores unida às
más apresentações no Campeonato Carioca fizeram
com que Carlos Alberto Torres fosse preterido do cargo.
Em 1984
assumiu o Fluminense, clube que o revelara como jogador, e faturou
o Campeonato
Carioca, foi ainda naquele período em que Torres
deixou quase pronto o time tricolor que mais tarde faturaria o Campeonato
Brasileiro sob o comando de Carlos Alberto Parreira.
Demitido
do rival rubro-negro Fluminense, Carlos Alberto passou a treinar em
1985 o Corinthians
e ficou no clube paulista até o ano de 1986,
depois disso ainda esteve no Náutico. Ao sair do clube pernambucano,
aventurou-se em terras estrangeiras como treinador.
Teve experiências
no futebol colombiano, á frente do Once Caldas, e já na
década de 90 foi ao México para treinar o Monterrey e também
o Club Tijuana.
Em 1993
voltaria ao Brasil e ficaria no Botafogo até 1994.
Naquele
ano voltou ao Fluminense em ocasião do décimo aniversário
do Campeonato Carioca de 1984, conquistado pelo clube das Laranjeiras.
Comandou
a Seleção da Nigéria que se preparava
para a Copa do Mundo da França e voltou ao Brasil justamente no
ano da disputa de Seleções, mais uma vez para defender
o Botafogo, clube pelo qual suas passagens se tornaram tradicionais,
haja vista que Torres treinou o time de General Severiano em quatro oportunidades
distintas.
No ano de
2001, Carlos Alberto Torres voltou ao Flamengo para substituir seu
mestre de outrora
na Seleção Brasileira de 1970, o
treinador tetracampeão mundial Zagallo.
A reestréia de
Torres foi com vitória sobre o Internacional pelo Campeonato Brasileiro
daquele ano e o trabalho se mostrava promissor, mesmo porque, o Fla havia
se sagrado tricampeão carioca e tinha um bom time.
Contudo,
os resultados não foram tão agradáveis.
Se o ano
de 2001 tinha terminado de forma razoável, a temporada
de 2002 começava desastrosa para o time de Torres.
Agravando
o jejum de vitórias, o treinador não conseguia se entender
sequer com a torcida do Flamengo e ao final de uma partida, Torres
chamou um grupo de torcedores que vaiava o time, de vagabundos.
Depois de
oito jogos na temporada, sem nenhuma vitória, Carlos
Alberto Torres foi desligado do clube.
Porém,
pode-se aferir bons pontos desta segunda passagem do treinador pelo
Fla.
Um deles,
talvez o mais importante, foi a revelação do jogador Adriano,
que seria dispensado pelo clube, não fosse a sensibilidade do
Capitão do Tri.
Ao sair
do Flamengo, Torres ainda esteve mais algumas vezes ao comando de times
do exterior.
Assim foi com o egípcio Zamalek du Caire,
e mais recentemente a Seleção do Azerbaijão.
Em
2005, foi treinador do Paysandu.
Títulos
Pelo Flamengo
•
Campeão Brasileiro: 1983
• Vice-Campeão da Copa Mercosul de 2001
Estatísticas no Flamengo

Carlos Alberto quando comandou o Flamengo em 2002.
•De
17/04/1983 até 14/08/1983
• De 18/11/2001 até 03/02/2002
Em 1983 foram 26 jogos, com 13 vitórias, 4 empates e 9 derrotas;
Em 2001 foram 6 jogos, com 2 vitórias, 3 empates e 1 derrota;
Em 2002 foram 8 jogos, com 1 vitória, 2 empates e 5 derrotas;
Perfazendo
um total de 40 jogos, 16 vitórias, 9 empates
e 15 derrotas.

Aqui
Carlos Alberto em 2002 no Flamengo.
Fluminense
•Campeonato
Carioca: 1984, 1995
Botafogo
•Copa
Conmebol: 1993
Atlético MG
•Campeonato
Mineiro: 1999
Fonte
da história de Carlos Alberto Torres: www.flamengo.com.br e também
a entrevista exclusiva e histórica concedida a Marcelo Dieguez.
Carlos
Alberto Torres ao ir a cidade de Cornélio Procópio no Paraná reencontrou
o amigo Marcelo Dieguez, que o conhecera em 2002 quando era técnico
do Flamengo, e aceitou conceder uma entrevista histórica e exclusiva
para o arquivo que o amigo Marcelo estava ainda na época montando.


Duas
fotos de Torres e Marcelo Dieguez, sendo que a segunda aparece outro
amigo Dr Cláudio.
A
entrevista de Carlos Alberto seria a segunda na carreira de Marcelo
Dieguez, e acontecida no dia 01/06/2009 no Hotel Midas durante o
café da manhã do grande ídolo, e foi um bate papo bem descontraído,
em que no final Torres disse a Marcelo: "Marcelo a partir de hoje
você está autorizado a dizer que é meu amigo".

Aqui um dos autógrafos de Carlos Alberto Torres para o amigo Marcelo
Dieguez.
Carlos
Alberto Torres ao ir a cidade de Cornélio Procópio no Paraná reencontrou
o amigo Marcelo Dieguez, que o conhecera em 2002 quando era técnico
do Flamengo, e aceitou conceder uma entrevista histórica e exclusiva
para o arquivo que o amigo Marcelo estava ainda na época montando.


Marcelo
Dieguez e o amigo Carlos Alberto Torres em 2002 no Estacionamento
da Gávea, quando o Capita era Técnico do Flamengo.
E À direita=
Torres e Marcelo Dieguez com a camisa do Mengão.


Carlos Alberto Torres, o Capitão da Seleção de 1970 TriCampeão Mundial.
"'Carlos Alberto Torres, você faz
parte da história
do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, o historiador não
vou deixar sua história
ser esquecida".
Valeu
Capita, e um abraço de seu
amigo Marcelo de Paula Dieguez, e confiram em breve a entrevista dele
na sessão
de entrevistas.