ZÉ
PULULA, ex- ponta-direita do C.A. Paraminense, Londrina-PR, Rio Branco-MG,
Operário Várzea-Grandense-MT e Paulista de Jundiaí-SP

José
Eustáquio Pulula da Silva, o Lula (Zé Pulula), nasceu
na cidade de Pará de Minas - MG, filho de Antonio Pereira da
Silva ( Antonio do Romualdo) e Durvalina Maria Pereira.
Zé
Pulula quando jogava
Fotos=
arquivo www.marcelodieguez.com.br, retirado das fotos do arquivo pessoal
de Zé Pulula.
é
Pulula, ou Lula o ex-ponta direita do Clube Atlético Paraminense,
Londrina - PR, Rio Branco - MG, Operário Várzea-grandense
- MT e Paulista de Jundiai - SP, hoje aos 55 anos, reside em Várzea
Grande – Mato Grosso, onde é comunicador sertanejo e jornalista.
Lula iniciou
no Clube Atlético Paraminense, time amador de maior tradição
no futebol de Pará de Minas.

Aqui em um momento de descontração
depois de já ter pendurado as chuteiras.
Antes
porém, Zezé Pulula passou pelos times Cerâmica Parapuãn,
Brasinha, e Vila Nova, todos amadores em sua querida Pará de
Minas.
O centroavante
do Paraminense na época é hoje o deputado estadual Antonio
Julio de Farias, prefeito da cidade em duas oportunidades.
Lá
era conhecido como Zezé Biscoito, e por indicação
de Dalmi Assunção e Luiz Viana David, foi levado pelo
diretor Pedro Assunção para o Londrina, no Paraná,
onde se profissionalizou com apenas 17 anos.

Aqui
Zé Pulula no Londrina em 1972.
Foto=
arquivo www.marcelodieguez.com.br, retirado das fotos do arquivo pessoal
de Zé Pulula.
"Era
o ano de 1971, e eu estava treinando ( Fazendo testes ) nos juvenis
do Atlético Mineiro, que tinha Getulio, Marcio Paulada, Toninho
Cerezo, Marcelo Oliveira, e o Reinaldo era dente de leite, e tinha chegado
recentemente de Ponte Nova", disse Lula, confirmando ainda que
recebeu o convite para ir para o Paraná, “e nem me reapresentei
na segunda-feira ao Barbatana"

Foto=arquivo
pessoal de Zé Pulula
No Londrina, em 1972, passou a se chamar Zezé Pulula, pouco jogava,
mas convivia com várias feras do futebol brasileiro,e isso era
o mais importante.

Foto=arquivo
pessoal de Zé Pulula
Teve grandes
treinadores, entre eles Geraldo Magela (Mineiro de Juiz de Fora), Murilo
Zamboni, Iraci Martins, Walter Xavier ( Prep. Físico) e Orlando
Fantoni.

Foto=arquivo
pessoal de Zé Pulula
Como presidente,
grandes nomes, entre eles Franquello, Jaci Scaff, Fernando Agudo Romão
e o advogado Mauro Vioto, além do seu descobridor Pedro Assunção,
que depois viria a ser diretor do Cruzeiro em Minas Gerais.

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pessoal de Zé Pulula
O time
era uma constelação de craques com renome no futebol brasileiro:
Neneca (ex- Guarani de Campinas), Lauricio (ex-Fluminenese e Internacional),
Batista, Café e Hale (trocados por um ônibus com o América
Mineiro), Valmir Louruz (ex-Inter - RS), Zé Rubens (pai de Vagner
– ex-Santos, São Paulo e Vasco da Gama), Davi (ex-Santos,
Cruzeiro MG e Corinthians), Joel Camargo (ex-Santos), Abel (ex-ponta
do Santos e América Carioca - jogava muito), Golê (ex-São
José, Mixto e Corinthians), Neco (ex-lateral do Corinthians e
Cruzeiro), Jardel (ex-Fluminense e Inter-RS), Canhoto (ex-São
Paulo e Inter -RS), Toquinho (ex- Atlético Paranaense) e outros.
Em 1973 foi negociado por seu tutor com o Clube Esportivo Operário
Várzea-grandense - MT, passando a se chamar Zé Pulula,
e foi onde se casou com Odilza Maria, que lhe deu dois filhos, Rafael
Rodrigo e Ivonete, que lhe deu os lindos netinhos Maria Eduarda, a Duda
e “Joaquim” Guilherme.

Foto=arquivo
pessoal de Zé Pulula
No Tricolor
ganhou todos os títulos possíveis, e foi várias
vezes convocado para a seleção mato-grossense, e no final
de 1975, através dos irmãos Alvaro e Oscar Scolfaro (ex-árbitro
da Federação Paulista e Fifa), foi negociado em uma troca
com a Ponte Preta de Campinas envolvendo Adalberto, Humberto, Mosca
e Adilson, sendo repassado a seguir para o Paulista de Jundiaí,
onde mais uma vez trocaram seu nome, passando a se chamar Lula no futebol
paulista.

Foto=arquivo
pessoal de Zé Pulula
No auge da carreira, em 1977, teve duas sérias contusões,
fraturando a clavícula diante do Corinthians no 1º turno
do Paulistão, em um lance com Cláudio Mineiro, e no final
do ano, em um amistoso contra o Guairense, teve os ligamentos do joelho
direito rompidos, e nunca mais voltou a ser o mesmo que encantava a
torcida do Galo do Japi (Gamor) nos anos 1976/77 e no Paulistinha de
1978, quando o Paulista foi campeão, vencendo o Juventus-SP por
1 X 0, gol de Gil.

Foto=arquivo
pessoal de Zé Pulula
O treinador
era José Macia (Pepe), e o Paulista jogou com Edson Mug, Lazinho(
Ex – Atlético Paranaense, Portuguesa Santista e Santos),
Marco, Djalma Santos (Domingos) e Santos (ex- Portuguesa de Desportos,
Ponte Preta e XV de Piracicaba )Portuguesa Santista); Vicente, Benetti
(ex-Vasco da Gama) e Gil (ex-Palmeiras); Lula (Zé Pulula), Souza
(ex- Bragantino) e o falecido Daércio (ex-Corinthians Paulista).
Conforme Lula, o plantel era muito bom e tinha ainda Vaninho, Lasaro,
Cicero, Tiãozinho, Alceu, Brinda, Amaral (pai dos zagueiros Alex
Silva do São Paulo e Luisão do Benfica), Walter Paulista,
Bosco Ex – Londrina – PR ), Nobre ( Ex- Corinthians), Fernandinho
"Véio", Marco Antonio Telefone, Tuti e outros.
No Paulista teve como presidente e diretores Wanderley Pires, "Doutor"
Manoel, Décio Dangery, Osmar, Tolmiro Fabrício, Ibis Cruz
e Jovelino Peixoto, e como treinadores, além de Pepe e Dalmo
Gaspar como auxiliar, tem grandes recordações de Roberto
Bellangero (um dos maiores treinadores que tive ao lado de Orlando Fantoni),
Borracha, Roberto Bonora, Alércio Borelli e Pedro Beagin.
Com sequelas da contusão, deixou Jundiaí no segundo semestre
de 1978, e voltou ao Operário de Várzea Grande para o
returno do estadual e Campeonato Brasileiro.
Pouco
jogou, pois o joelho estava sempre com derrame, e mesmo assim, a convite
do treinador Urubatão Calvo Nunes, realizou exames médicos
na Portuguesa de Desportos em 78. "Seo Osvaldo Teixeira Duarte
e Urubatão eram fãs do meu futebol, mas infelizmente não
passei nos exames médicos".
Lula (Zé
Pulula) passou ainda pelo Uberlândia, Vila Nova e Valeriodoce
(1979/80) em Minas Gerais, onde a permanência era curta, treinava,
agradava, e sempre por causa da contusão no joelho era obrigado
a ir embora.
"Quando
o Velo Clube de Rio Claro subiu para a Divisão Especial Paulista,
indicado pelo lateral Santos, ex-Portuguesa de Desportos e Ponte Preta,
cheguei a acertar o contrato, mas novamente o joelho incomodou”.
Prematuramente resolveu abandonar o futebol, retornando a Mato Grosso
para assumir as categorias inferiores do Operário, e por insistência
do treinador Milton Buzeto, na época, treinador do tricolor,
quase operou o joelho e voltou a jogar.
"Era
o ano de 1982, o Sertãozinho presidido pela família Balbo
interessou pela minha volta ao futebol por indicação do
Mosca".
Lula retornou
ao interior paulista, e no time do Sertãozinho, grandes feras,
entre elas Alfredo (ex-Botafogo de Ribeirão Preto e Guarani de
Campinas), Itamar (goleiro do Atlético Goianiense), Celso Orlandin
(ex-Comercial de Ribeirão Preto) e outros.
"O treinador era o Almeida, um ex-meia que brilhou no interior
paulista, depois veio Macalé, um lateral que travou bons duelos
comigo por ocasião de partidas do Paulista diante do Botafogo.
Cheguei
a jogar uma partida amistosa diante do Palmeiras na volta de Luis Pereira
(ganhei a camisa dele), e outros amistosos".
O pai,
"seo" Antonio Romualdo, sofreu um derrame cerebral em Minas
Gerais (faleceu durante a Copa do Mundo), e lá foi Lula ficar
junto do pai em Belo Horizonte.
"O
hospital São Francisco fica no bairro Barreiro, próximo
a Contagem, da sede social do América Mineiro, que tinha o treinador
Duque no comando, e a convite do falecido meia Cláudio Barbosa,
passei a dividir meu tempo com os treinamentos no América, e
como o treinador já me conhecia do futebol paulista, tudo encaminhava
para uma assinatura de contrato, e até cheguei a jogar uma partida
amistosa na inauguração do Estádio de Nanuque,
divisa com a Bahia.
Era a
estréia do meia Luis Alberto, uma das grandes revelações
do futebol mineiro, que tinha feito muito sucesso no Valeriodoce.
Após
o jogo, para não perder o costume, meu joelho inchou, provocando
novamente um derrame, e resolvi que desta vez iria parar", afirmou
Lula.
Mesmo ‘capengando’, disputou a Segunda Divisão Mineira
pelo Rio Branco de Pará de Minas em 1982, onde após a
dispensa do treinador Arizona, pela primeira vez, assumiu a condição
de treinador de uma equipe profissional.
“Jogava
e dirigia o time, e fui eu que lancei com apenas 16 anos no profissionalismo
o goleiro Rômulo, que anos depois chegou a ser titular do Clube
Atlético Mineiro”.
Após o final da Segundona Mineira, recebeu convites do Guarani
de Divinópolis, Nacional de Uberaba e América de Alfenas
para voltar a jogar.
“Resolvi
parar definitivamente, e voltar para Mato Grosso, onde estou até
hoje, como jornalista no Correio Várzea-grandense, e tocando
“modões” apaixonados para o povo, e sou muito feliz
ao lado de minha família e amigos que me rodeiam”.
Em 1984 estreou na Rádio A voz do Oeste de Cuiabá, escrevendo
ainda a página de esportes do jornal Correio Várzea-grandense,
passando também a ser o correspondente do extinto jornal A Gazeta
Esportiva de São Paulo, no Estado de Mato Grosso.
"Essa
força ganhei do "seo" Yochiro Watanabe, a quem agradeço
até hoje, pois foi o maior embalo que tive para entrar para o
meio jornalístico do estado", disse Lula ( Pulula ).
Em 1988 estreou seu programa "Sertanejo Bom Demais" na Rádio
Industrial – Bandeirantes, com a força de Valdelino Ribeiro
e Inagel Coelho, passando depois pela Rádio Cultura de Cuiabá,
Antena FM, Cuiabana FM, além do programa “Sertanejo Bom
Demais”, na TV Mundial – CNT, Canal 27, por 6 anos, e por
último na Industrial - Bandeirantes AM, afiliada da Bandeirantes
de São Paulo em Mato Grosso.
Em dezembro
último recebeu uma proposta irrecusável do prefeito Murilo
Domingos e de Jefferson Missias, Secretário de Comunicação
do município, assumindo a direção geral da Rádio
Coletiva Municipal, onde funciona o sistema de Som&Imagem do Terminal
Rodoviário André Maggi.
Pulula
também é funcionário público (Agente de
Comunicação concursado e efetivado há 23 anos),
e jornalista do Correio Várzea-grandense desde a sua fundação
em 1984.
Atualmente
está na Rádio Comunitária Vox FM, 102.9, com dois
programas diários. Sertanejo Bom Demais, dás 06hs às
07hs da manhã, e a tarde, dàs 16 às 18hs ( Acesse
http://www.radiovoxfm.com.br/ ) e curta uns modões por esse mundão
de Deus.
Vamos nessa
! Pulula que já tinha sua netinha Maria Eduarda (Duda) como um
grande tesouro, ganha mais uma fortuna, nasceu o netinho Guilherme,
que ele trata carinhosamente de "Joaquim".
Se diz
honrado de ter recebido todas as homenagens possíveis, entre
elas títulos de cidadão várzea-grandense, cuiabano
e mato-grossense, além ter seu nome na sala oficial de imprensa
do Palácio Benedito Gomes, onde funciona a Câmara dos Vereadores,
na Praça dos Três Poderes.
Lula (
Zé Pulula) faz questão de agradecer que se hoje tem um
vida tranqüila ao lado da família e amigos em Mato Grosso,
ao “Velho Guerreiro” Rubens dos Santos, fundador e eterno
presidente do Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense.
“
Foi quem ao lado do falecido filho Renato dos Santos, me deu a oportunidade
de vencer na vida, conseguindo uma profissão após o futebol.
Hoje,
juntamente com o seu neto Renato dos Santos Junior, atual Diretor –
Presidente do Correio Várzea- Grandense, tenho orgulho de ser
um dos funcionários mais antigos deste conceituado jornal diário
do Estado de Mato Grosso”, e ao finalizar, comentou que “se
tivesse que tirar o chapéu para um personagem da imprensa brasileira,
seria para Milton Neves da TV/Rádio Bandeirantes – SP,
pois através dele, ex – jogadores espalhados pelo mundo
deixaram de ser “craques do passado”, transformando em “Astros
do Presente” no seu Site terceirotempo.ig.com.br, na coluna Que
Fim Levou.
É
só clicar e tomar conhecimento por onde anda esse ou aquele jogador
que sente saudades”, concluiu Zé Pulula da Silva.
Esta
foi a história que Zé Pulula enviou por e-mail para nosso
arquivo, pois através de contato e por saber que o seu amigo
Gauchinho também é amigo de Marcelo Dieguez, Pulula prontamente
enviou sua linda história para enriquecer nosso arquivo.
Abaixo
Pulula com os amigos do Londrina
E
abaixo Pulula com a família.

E
aqui Pulula com a família.
Fotos=arquivo
pessoal de Zé Pulula
"Zé Pulula, você faz parte da história
do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, o historiador não
vou deixar sua história ser esquecida".
Valeu Pulula, e um abraço de seu amigo Marcelo de Paula
Dieguez.